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Novo Museu dos Coches – Arquitectura de Excelência em Lisboa

14 Abril 2011 No Comment

Da responsabilidade do consórcio formado pela Mota-Engil Engenharia, líder e responsável pela parte de fundações e estrutura de betão armado, e Martifer Construções, que tem a seu cargo a estrutura metálica, esta fase da empreitada, com o valor de 12,75 milhões de euros, está na recta final. Começa-se agora a desenhar aquilo que a cliente, Sociedade Frente Tejo, pretende como um marco arquitectónico para a cidade de Lisboa: o Novo Museu dos Coches, situado em Belém. Quem passa de carro ou espera pelo comboio na estação não fica indiferente a um edifício principal assente em pilares com uma altura de 4,5 m, um dos aspectos ímpares desta empreitada. “O conceito do projectista de arquitectura foi realmente ter um museu praticamente suspenso, sendo que parte do piso 0 vai estar aberta ao público, como extensão das praças e espaços públicos adjacentes . Isso origina que haja grandes espaços e estruturas que são aparentemente pesadas, mas que acabam por ser ligeiras”, afirma o Director de Obra, Bernardo Salavessa. Um segundo edifício, mais pequeno mas com um piso para receber a administração do Museu e um restaurante igualmente elevado e um auditório a um nível rasteiro, sobre o qual será executado um espelho de água. Ambas as estruturas vão estar ligadas por uma ponte envidraçada que permite uma vista privilegiada sobre a riqueza patrimonial do sítio, enquadrado pelos Jerónimos, Palácio de Belém, Centro Cultural de Belém e o Tejo. Os dois edifícios abrem-se ao Rio através de uma passagem elevada para peões e bicicletas (que irá ser executada numa próxima fase), mas, para certas particularidades como esta, algumas dificuldades tiveram de ser ultrapassadas. “A articulação entre a estrutura de betão armado e a metálica, bem como algumas sobreposições foram os principais contratempos. A estrutura metálica tem um grande peso nesta empreitada e houve uma necessidade de fazer a montagem grande parte dos elementos em obra. Foram também elevadas peças de grandes dimensões que motivaram a mobilização de uma grua de 700 t. Portanto, estiveram aqui grandes meios envolvidos”, ressalvou Bernardo Salavessa. No dia em que visitámos a obra, já se tinha dado início ao processo de betonagem da laje de piso do Museu, que o projectista pretendeu que fosse uma betonagem contínua sem juntas. “Os trabalhos começaram às quatro da manhã e desenrolaram-se ao longo de todo o dia porque este é um processo contínuo. A laje que se está agora a fazer de betão vai ser já o acabamento final do piso do Museu. Apesar de ser uma empreitada de fundações e estrutura, estão aqui contemplados diversos trabalhos que são de acabamento final – muito betão à vista, a laje está acabada! Há já zonas em que visualizamos o aspecto final do edifício”, sublinhou o responsável, adiantando que a Mota-Engil Engenharia encontra-se bem posicionada para garantir a fase de Acabamentos. Entretanto, e na frente de Obra, encontra-se Eduardo Monteiro, Encarregado Geral, há 25 anos na Mota-Engil. Com conhecimento e competência para gerir colaboradores de diferentes nacionalidades e personalidades, Eduardo Monteiro afirma que “se vai trabalhando com a natural adaptação das pessoas, ao mesmo tempo que se adquire a melhor atitude para lidar com cada trabalhador. Há situações diárias em que, por vezes, é necessário improvisar no local e até agora tudo tem sido resolvido”. Por ser uma obra complexa em termos de estrutura, devido ao volume da obra e ao espaço de armazenamento e movimentação dos materiais, o Encarregado acrescenta também que “é preciso fazer ginástica para que o processo decorra da melhor maneira e o trabalho prossiga sem problemas”. Ficamos à espera de começar os Acabamentos!